Exército Brasileiro Realiza Repasse de R$ 39 Milhões ao Banco Master em Meio a Suspeitas de Irregularidades
Em um novo desdobramento na relação entre o Banco Master e órgãos públicos, o Exército Brasileiro confirmou um repasse de R$ 39 milhões ao banco, destinado à oferta de crédito consignado, durante o período de agosto de 2024 a outubro de 2025. As informações foram reveladas por um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por monitorar e prevenir crimes financeiros.
De acordo com o Coaf, existem fortes indícios de fraudes associadas a essas transações. Entre os principais sinais de irregularidade, destacam-se os débitos realizados pelo Banco Master logo após o recebimento dos recursos, além da concentração de valores em uma única titularidade, dificultando a identificação de outros beneficiários.
Os repasses investigados ocorreram entre 2024 e 2025, mas foram interrompidos após a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. Em resposta às alegações, o Exército afirmou que as movimentações não resultaram em prejuízos para os cofres públicos, pois envolviam apenas transações diretas nas contas de servidores ativos e aposentados.
Além disso, uma reportagem publicada recentemente destacou a conexão entre o Banco Master e a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), conduzida pelo governador Tarcísio de Freitas. O Banco Master também recebeu investimentos significativos de 18 fundos previdenciários públicos, sendo o maior aporte de R$ 960 milhões, realizado por Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Castro teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de março, acusado de abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
A situação se agrava com a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, em uma operação da Polícia Federal no dia 3 de fevereiro, também relacionada aos investimentos feitos no Banco Master. A investigação continua em andamento, e novos desdobramentos são aguardados.
Essa sequência de eventos levanta questões cruciais sobre a transparência nas relações entre instituições financeiras e órgãos públicos, além de evidenciar a necessidade de um controle mais rigoroso sobre as movimentações financeiras que envolvem dinheiro público.
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