Israel intensifica vigilância na fronteira sul do Líbano

Israel intensifica vigilância na fronteira sul do Líbano

Israel Reitera Restrições em Área do Sul do Líbano Durante Cessar-Fogo Frágil

Em um comunicado nesta segunda-feira (20), as autoridades israelenses solicitaram que os moradores do sul do Líbano evitem uma área específica ao longo da fronteira e se mantenham afastados da região do Rio Litani. A medida visa reforçar o controle sobre a região, apesar do cessar-fogo em vigor na guerra contra o Hezbollah.

O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e que entrou em vigor na quinta-feira (23), trouxe um alívio temporário ao conflito que se intensificou entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. No entanto, a situação permanece delicada, com as tropas israelenses ainda ocupando áreas no sul do Líbano, com o intuito de estabelecer uma zona de segurança contra possíveis ataques do Hezbollah.

Os militares israelenses divulgaram um mapa em suas redes sociais, demarcando uma linha vermelha que atravessa 21 vilarejos no sul do Líbano, alertando a população local a não transitar entre essa linha e a fronteira. Além disso, a comunicação oficial destacou que há mais de 50 vilarejos adicionais onde o retorno dos moradores é desaconselhado.

Aproximação ao Rio Litani é Proibida

As forças israelenses também enfatizaram que a aproximação à área do Rio Litani, que flui principalmente ao norte da região em questão, não é permitida. No domingo, foi publicado um mapa que mostrou pela primeira vez a nova linha de implantação das tropas israelenses dentro do território libanês, que se estende de 5 a 10 km para dentro da fronteira.

Em resposta à situação, Mahmoud Qmati, um oficial sênior do Hezbollah, aconselhou os moradores dos subúrbios do sul de Beirute a não retornarem para suas casas devido ao risco de ataques israelenses. Autoridades locais também reforçaram esse alerta, afirmando que a segurança ainda não está garantida.

Conflito Aumenta Tensão na Região

No domingo, o Hezbollah anunciou a detonação de explosivos previamente instalados em resposta ao movimento de veículos militares israelenses, resultando na destruição de quatro tanques. O exército israelense, por sua vez, relatou a morte de um soldado e ferimentos em nove outros durante confrontos na região.

Desde o início da guerra regional em 2 de março, quando o Hezbollah começou a agir em apoio ao Irã, mais de 2.300 pessoas, incluindo 177 crianças, perderam a vida, e mais de 1,2 milhão foram forçadas a deixar suas casas, de acordo com dados das autoridades libanesas. O Hezbollah, que não divulgou números oficiais de suas baixas, teria perdido pelo menos 400 combatentes até o final de março, segundo fontes próximas ao grupo.

A escalada de ataques, com centenas de foguetes e drones lançados contra Israel, resultou em mortes de civis e soldados de ambos os lados, intensificando a crise humanitária e política na região.

Com a situação ainda em evolução, a comunidade internacional mantém um olhar atento sobre os desdobramentos do cessar-fogo e as ações de ambos os lados.

Fonte: Link original

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