Juiz de Minas Gerais Critica Judiciário e Acusa Corrupção em Vídeo Controverso
O juiz Milton Lívio Leão Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), se tornou o centro das atenções após a divulgação de um vídeo onde aparece bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento. As imagens, que rapidamente se espalharam nas redes sociais, geraram uma onda de críticas e questionamentos sobre a conduta do magistrado.
Em resposta à repercussão negativa, Salles publicou uma nova gravação, na qual se defende e acusa instituições do Judiciário, incluindo o TJ-MG, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), de corrupção. "Estou sendo alvo de difamação. Este tribunal, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes são todos corruptos", declarou o juiz, que possui 36 anos de experiência na magistratura.
O juiz não se limitou apenas às acusações contra o sistema judicial. Ele também mencionou o conhecimento de irregularidades no TJ-MG, incluindo a alegação de que o tribunal teria adquirido mais de 170 veículos Toyota Corolla híbridos. "Sei de muitas coisas que ocorrem aqui. A corrupção é real", afirmou.
Além disso, Salles criticou a estrutura do Judiciário, ressaltando que os avanços nos processos eletrônicos deixaram prédios do tribunal subutilizados, mas ainda assim, gerando custos elevados. Ele se posicionou como alguém que fala “com conhecimento de causa”, buscando justificar suas declarações polêmicas.
A situação gerou uma reação imediata por parte do Judiciário. Nelson Missias de Morais, ex-presidente do TJMG, apresentou uma queixa-crime contra o juiz por injúria, em razão das graves acusações feitas na gravação.
As contestações começaram após a divulgação do vídeo em que Salles aparece consumindo vinho e fumando durante uma sessão remota realizada no dia 10 de outubro. A gravação mostra o juiz levando a garrafa de vinho à boca e acendendo um cigarro com um maçarico, ato que interrompeu a sessão ao ser notado pelos demais participantes.
Atualmente, Salles atua como juiz de Direito auxiliar de 2º grau, integrando o 4º Núcleo de Justiça 4.0 Cível Família do TJ-MG. Após o ocorrido, o tribunal anunciou que uma apuração “imediata e rigorosa” sobre os fatos será realizada.
Essa situação levanta questões sobre a conduta dos magistrados e a imagem do Judiciário, além de abrir espaço para discussões sobre a necessidade de maior transparência e responsabilidade nas instituições.
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