Neurocirurgião Leopoldo Luque Refuta Acusações em Julgamento pela Morte de Diego Maradona
O neurocirurgião argentino Leopoldo Luque se manifestou sobre sua suposta responsabilidade na morte do ícone do futebol Diego Maradona, ocorrida em 25 de novembro de 2020. Durante seu depoimento no tribunal de San Isidro, na Grande Buenos Aires, na última quinta-feira, ele declarou: "Sou inocente e lamento profundamente sua morte".
Maradona, que faleceu aos 60 anos devido a um ataque cardíaco enquanto recebia cuidados domiciliares, estava em recuperação de uma cirurgia para remoção de um hematoma subdural. Este julgamento atual investiga possíveis falhas na assistência prestada ao ex-jogador durante suas últimas semanas de vida.
Luque enfatizou que não teve envolvimento nas decisões sobre os cuidados domiciliares, uma vez que suas atribuições como neurocirurgião não incluíam essa responsabilidade. "Nunca conversei com nenhuma enfermeira sobre cuidados domiciliares", afirmou, ressaltando seu papel focado na cirurgia da coluna.
O médico também se defendeu de alegações de que centralizava todas as decisões sobre o tratamento de Maradona. Ele lembrou que, desde 2007, o ex-jogador não utilizava medicação para problemas cardíacos e que o médico responsável por seu acompanhamento clínico era Alfredo Cahe, que já havia criticado a equipe que o atendeu nas últimas semanas.
A acusação, liderada pelo promotor Patricio Ferrari, descreveu as condições de atendimento na casa de Maradona como "precárias", alegando que um "grupo de amadores" falhou em suas obrigações, o que, segundo ele, resultou na "condenação à morte" do atleta.
Além de Luque, outros profissionais de saúde estão sendo processados, incluindo a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, e os médicos Nancy Forlini e Pedro Di Spagna. Todos são acusados de homicídio simples com dolo, com pena máxima de 25 anos de prisão. Este é o segundo julgamento sobre o caso, o primeiro foi anulado devido a irregularidades cometidas por um juiz.
Luque também contestou um laudo oficial elaborado por cerca de 20 peritos, que indicou edema pulmonar e um prolongado sofrimento de Maradona antes da parada cardíaca, chamando essa descrição de "inédita" em sua experiência. Ele comentou ainda sobre a foto do corpo de Maradona, que surgiu em 2025, na qual ele aparece com inchaço significativo. Luque explicou que este aspecto poderia ser resultado das manobras de ressuscitação realizadas antes e após a morte.
O depoimento de Luque foi antecipado a pedido de sua defesa, gerando tensão com os advogados da acusação. O tribunal decidiu adiar os depoimentos de três testemunhas, incluindo Giannina Maradona, filha do ex-jogador, para a próxima terça-feira, 21. No julgamento anterior, Giannina e sua irmã afirmaram que Luque recomendou cuidados domiciliares e relataram ter visto o pai em situação de abandono.
A continuidade do processo promete trazer mais revelações sobre os últimos dias de Diego Maradona e as circunstâncias que cercaram sua trágica morte.
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