Perícia aponta estrangulamento e questiona suicídio de PC Siqueira

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O caso de Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, voltou a ganhar destaque na mídia, especialmente após uma reportagem do jornalista Valmir Moratelli na Veja. Em março de 2026, a pedido da família de Siqueira, o perito Francisco João Aparício La Regina, com 30 anos de experiência na Polícia Técnico-Científica, elaborou um laudo de 48 páginas que questiona os laudos oficiais do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. A nova perícia apresenta uma conclusão alarmante: as lesões no pescoço de PC Siqueira não seriam compatíveis com a cinta de catraca laranja, indicada como o instrumento do suposto enforcamento. Em vez disso, La Regina sugere que a asfixia foi causada por um fio fino, possivelmente o fio de fones de ouvido encontrado no apartamento.

Os laudos oficiais, que datam de 2025, concluíram que Siqueira havia cometido suicídio por enforcamento, supostamente na presença de sua ex-namorada, Maria Luiza Lopes Watanabe. Essa narrativa foi sustentada por dois documentos técnicos do Estado, que não previam outras possibilidades. Em contraposição, o laudo particular traz uma nova interpretação das evidências, utilizando as mesmas fotografias do caso e analisando o mesmo ambiente. Essa divergência gerou a necessidade de uma nova investigação, e o Ministério Público solicitou que a Polícia Civil encaminhasse o fio dos fones de ouvido para análise no IML e no Instituto de Criminalística.

Entretanto, um desafio significativo se apresenta: a morte de PC Siqueira ocorreu há mais de dois anos, o que inviabiliza a exumação do corpo. Assim, o novo laudo terá que ser produzido com base nas fotografias tiradas na época da investigação original. Até o momento, os resultados dessa análise ainda não foram divulgados. A família de Siqueira tem lutado por mais rigor na investigação de sua morte, insistindo que não se trata de um caso encerrado e que é necessário um exame mais aprofundado das circunstâncias que cercaram o falecimento do influenciador.

A situação se torna ainda mais complexa com a presença de dois laudos técnicos que oferecem conclusões opostas sobre o mesmo caso. O Ministério Público reconheceu a importância de reavaliar as evidências, o que demonstra a seriedade com que a questão está sendo tratada. A expectativa da família é que a Justiça cumpra seu papel e que novas respostas sejam dadas, levando em consideração a nova perspectiva apresentada pelo perito La Regina.

A insistência da família e a nova análise pericial sublinham a importância de uma investigação minuciosa, evitando conclusões precipitadas que poderiam comprometer a busca pela verdade. O caso de PC Siqueira, portanto, permanece em aberto, e as próximas etapas da investigação serão cruciais para esclarecer as circunstâncias de sua morte e proporcionar um fechamento adequado para sua família e para a sociedade.

Fonte: Link original

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