Peru avalia cédulas eleitorais; decisão final será em maio

Peru avalia cédulas eleitorais; decisão final será em maio

Eleições no Peru: Revisão de Cédulas Contestadas Atrasam Resultados Finais

As autoridades eleitorais do Peru iniciaram, nesta segunda-feira, a revisão de milhares de cédulas contestadas, suspendendo temporariamente a contagem das eleições gerais realizadas em 12 de abril. A indefinição sobre quem enfrentará a conservadora Keiko Fujimori no segundo turno, marcado para junho, persiste, uma vez que ainda não surgiu um candidato claro para essa disputa.

Cerca de 6% das seções eleitorais, representando mais de um milhão de votos, foram questionadas na semana passada. As contestações ocorreram devido a inconsistências, falta de informações ou erros nas folhas de contagem, conforme relatado pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe). O Júri Nacional de Eleições (JNE), a principal entidade responsável pela condução do pleito, anunciou que começou a análise das seções contestadas em audiências públicas. Esse processo, que pode levar semanas, é essencial antes de incluir esses votos na contagem final.

Jorge Valdivia, coordenador jurídico do JNE, afirmou em coletiva de imprensa que o resultado final das eleições presidenciais deverá ser divulgado até, no máximo, o dia 15 de maio. "Essa é a data limite que estabelecemos para permitir que os candidatos que avançarem ao segundo turno realizem suas campanhas", explicou Valdivia.

Além das cédulas presidenciais, milhares de folhas de contagem das eleições para senadores e deputados também estão sendo revisadas. Até o momento, a contagem oficial de votos não apresentou mudanças significativas desde a última sexta-feira. Com quase 94% das cédulas apuradas, Fujimori lidera com cerca de 17% dos votos. A disputa pelo segundo lugar está acirrada entre o candidato de esquerda Roberto Sanchez, com 12,0%, e o ultraconservador Rafael Lopez Aliaga, que possui 11,9%. A diferença entre eles é de aproximadamente 13.000 votos, um número que continua a oscilar.

A vitória de Sanchez nas últimas contagens reflete uma tendência que favorece o parlamentar, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, que conquistou a presidência em 2021 com grande apoio das áreas rurais do país. Segundo o JPMorgan, a maioria das seções contestadas está localizada fora da capital, e essa origem geográfica pode ser decisiva para o segundo turno.

Os atrasos na apuração dos votos geraram acusações de fraude por parte de Lopez Aliaga, além de pedidos de renúncia do chefe do Onpe, Piero Corvetto, por líderes empresariais e parlamentares de diversos partidos. O JNE chegou a apresentar uma queixa criminal contra Corvetto, alegando ofensas relacionadas a violações dos direitos de voto. Embora Corvetto tenha admitido atrasos logísticos, ele negou qualquer irregularidade. Observadores da União Europeia, por sua vez, afirmaram que não encontraram evidências de fraude durante o processo eleitoral.

À medida que o país aguarda os resultados finais, a tensão política continua a aumentar, refletindo a complexidade do cenário eleitoral peruano.

Fonte: Link original

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