Na manhã desta segunda-feira, 20 de novembro, cerca de 200 pessoas foram surpreendidas e ficaram presas no alto do Morro Dois Irmãos, um famoso ponto turístico da zona sul do Rio de Janeiro, durante uma operação policial na comunidade do Vidigal. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro em colaboração com o Ministério Público do Estado da Bahia, e tinha como objetivo prender membros do Comando Vermelho da Bahia que, segundo investigações, estavam se escondendo na comunidade.
O Morro Dois Irmãos é um destino popular entre moradores e turistas, que costumam subir cedo por trilhas para apreciar o nascer do sol e a vista deslumbrante da cidade. No entanto, a operação policial resultou na impossibilidade de descida dos visitantes, que ficaram retidos durante horas devido à falta de segurança. Imagens aéreas da TV Globo mostraram os turistas e moradores saindo em fila pela trilha após a situação ser normalizada.
A ação policial foi marcada por intensos confrontos. Os criminosos reagiram com violência, resultando em um tiroteio que assustou os moradores do Vidigal, que relataram momentos de pânico. Além disso, integrantes da facção incendiários atacaram lixeiras da Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) na Avenida Niemeyer, um dos principais acessos à comunidade, o que causou o fechamento temporário da via. A Polícia Militar atuou rapidamente, restabelecendo o fluxo de trânsito.
Durante a operação, a Polícia Civil conseguiu efetuar a prisão de três pessoas – uma mulher e dois homens – embora não tenha especificado se esses indivíduos eram os alvos principais da operação. Foram apreendidos um fuzil, uma espingarda, uma pistola, munições, rádios transmissores, aparelhos celulares e uma quantidade significativa de drogas. A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a operação foi meticulosamente planejada e executada, sem registro de feridos entre os agentes ou a população civil.
A nota oficial da polícia destacou que a ação foi resultado de um trabalho conjunto de inteligência e cooperação entre as forças de segurança do Rio de Janeiro e da Bahia. A operação envolveu a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e contou com o apoio do Ministério Público e das Secretarias de Segurança Pública dos dois estados. A Secretaria de Estado de Polícia Civil enfatizou que os narcotraficantes atacaram deliberadamente os agentes, colocando em risco tanto a população local quanto os visitantes.
Moradores do Vidigal expressaram seu medo e insegurança nas redes sociais, compartilhando vídeos que capturavam o som dos tiros e a presença de helicópteros da Polícia Civil sobrevoando a área. A situação gerou um clima de tensão na comunidade, que é conhecida por sua beleza natural e atração turística, mas que também enfrenta desafios relacionados à segurança pública e à atuação de facções criminosas. A operação, embora tenha resultado em prisões, expôs a fragilidade da segurança na região e a necessidade de estratégias mais eficazes para proteger tanto os moradores quanto os turistas.
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