Nas últimas semanas, os principais pré-candidatos à Presidência do Brasil têm abordado diversos temas, como a guerra no Irã, o Banco Master, as eleições na Hungria, e questões relacionadas ao governo, mas têm se mostrado desconectados de um dos principais anseios da população: a segurança pública e a violência. Uma pesquisa recente da Genial/Quaest revelou que 27% dos entrevistados consideram a violência o principal problema do Brasil, seguida pela corrupção (19%) e problemas sociais (16%). Esses dados mostram que, apesar da diversidade de tópicos discutidos pelos candidatos, a questão da segurança permanece em destaque nas preocupações dos eleitores.
O levantamento foi realizado entre 9 e 13 de abril e incluiu 2.004 eleitores, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma taxa de confiança de 95%. A violência tem se mantido no topo das preocupações desde o início de 2025, com um pico em novembro daquele ano, quando quase 40% dos entrevistados apontaram o problema. Este aumento coincide com a expansão de facções criminosas no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que, segundo um levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais, inspiraram a criação de 88 novas facções criminosas.
Apesar da gravidade da situação, os principais pré-candidatos, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), têm evitado abordar o tema da segurança pública em suas campanhas. Lula, por exemplo, que inicialmente se comprometeu a fazer do combate à violência uma prioridade, tem concentrado suas postagens nas redes sociais em questões econômicas e sociais, como a fila do INSS, o endividamento das famílias e programas de governo, sem mencionar a violência desde 24 de março.
Flávio Bolsonaro também parece ter deixado o tema de lado, apesar de seu histórico de defender a segurança pública. A última vez que ele abordou a questão foi em 14 de março, quando criticou o governo Lula por supostamente fazer “lobby pró-bandido”. Desde então, não voltou a tocar no assunto, mesmo com a violência sendo uma preocupação constante entre os eleitores.
Ronaldo Caiado, que tem se destacado por suas políticas de segurança em Goiás, também tem relegado a questão a um segundo plano em suas postagens nas redes sociais. Sua última menção sobre segurança foi em 31 de março, onde discutiu a importância de dar condições para a polícia atuar, mas, após isso, não fez mais referências ao tema.
Esse silêncio dos candidatos em relação à segurança pública é alarmante, considerando que a violência é uma das maiores preocupações da população. A desconexão entre os temas abordados pelos pré-candidatos e as reais preocupações dos eleitores pode impactar suas campanhas, já que a segurança e o combate ao crime são questões que transcendem fronteiras partidárias e afetam todos os cidadãos. É crucial que os candidatos ouçam e respondam a essas demandas, especialmente em um momento em que a violência continua a ser uma realidade alarmante no Brasil.
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