Recompras de Ações Aumentam em Todo o Mundo: Salesforce Toma a Liderança
O mercado global de recompra de ações registrou um crescimento notável de 26,8% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior, totalizando impressionantes US$ 572 bilhões. O Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson, divulgado na última terça-feira (15), revela que a Salesforce emergiu como a principal empresa nesse segmento, superando a Apple, que havia dominado o ranking nos trimestres anteriores.
O crescimento das recompras foi impulsionado principalmente pelo aumento da lucratividade nas indústrias de tecnologia e financeira. O setor tecnológico, em particular, destacou-se, com US$ 121,1 bilhões em recompras, superando os US$ 104 bilhões do setor financeiro.
Entre as quatro maiores empresas que realizaram recompras estão a Toyota e a Nvidia, reforçando a presença significativa das empresas de tecnologia e finanças nesse ranking. Juntas, as 20 principais recompradoras totalizaram US$ 176 bilhões, representando 30,8% do total estimado de recompras globais.
Ranking das Maiores Recompradoras
- Salesforce (SSFO34) – Fora do top 20 no segundo trimestre de 2025
- Apple (AAPL34) – Anteriormente líder, agora fora do top 20
- Toyota (TMCO34) – Fora do top 20
- Nvidia (NVDC34) – 25ª posição
- Citigroup (CTGP34) – 16ª posição
- JPMorgan (JPMC34) – 6ª posição
- Bank of America (BOAC34) – 8ª posição
- Samsung Electronics (005930) – Fora do top 20
- ExxonMobil (EXXO34) – 10ª posição
- Caterpillar (CATP34) – Fora do top 20
- Mastercard (MSCD34) – Fora do top 20
- Visa (VISA34) – 11ª posição
- Netflix (NFLX34) – Fora do top 20
- Goldman Sachs (GSGI34) – 19ª posição
- Microsoft (MSFT34) – 13ª posição
- Toronto-Dominion Bank (TD) – 15ª posição
- Toyota Tsusho (8015) – Fora do top 20
- Booking Holdings (BKNG34) – Fora do top 20
- Royal Bank of Canada (RY) – Fora do top 20
- Walt Disney (DISB34) – Fora do top 20
Tendências no Mercado de Recompras
Jane Shoemake, líder de CPM de Ações para a região EMEA na Janus Henderson, destaca que as grandes empresas de tecnologia estão investindo quantias recordes em infraestrutura de inteligência artificial, como data centers e capacidade computacional, ao mesmo tempo em que continuam a realizar operações de recompra. Com a redução do caixa líquido, algumas delas já estão buscando financiamento no mercado de dívida, o que pode trazer tensões no médio prazo se os investimentos forem mantidos em níveis elevados.
“A medida que essas necessidades de investimento aumentam, as recompras tendem a ser a primeira estratégia ajustada pelas empresas, em vez dos dividendos regulares”, afirma Shoemake.
Distribuição Global das Recompras
Os Estados Unidos lideraram as recompras, com um total de US$ 302,1 bilhões, seguidos pelo Japão com US$ 36,3 bilhões, valor que triplica o registrado no restante da região Ásia-Pacífico. O Canadá se destacou com US$ 19,7 bilhões, enquanto a Europa (excluindo o Reino Unido) totalizou US$ 19,6 bilhões, com destaque para a Alemanha. Na América Latina, o Brasil liderou com US$ 1,1 bilhão em recompras.
A Janus Henderson projeta um aumento de 7% a 8% nas recompras para o ano de 2026, além de um crescimento de 5% a 6% nos dividendos, que somaram US$ 757,8 bilhões no último trimestre. A Saudi Aramco se mantém como a principal pagadora, com a Nvidia figurando entre as dez maiores.
Essas tendências no mercado de recompra de ações refletem a dinâmica do setor empresarial global e as estratégias que as empresas estão adotando em um cenário econômico em constante mudança.
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