Na noite do dia 26 de abril, Kauê Costa, um comerciante de 34 anos, denunciou ter sido agredido por dois seguranças do Mercadão Atacadista, localizado no bairro Nova Mirim, em Praia Grande, São Paulo. Segundo Kauê, as agressões ocorreram quando ele tentava deixar o mercado após realizar suas compras habituais. Ao se aproximar da saída, ele notou que todas as portas estavam fechadas, exceto uma. Ao tentar passar por essa única entrada, foi abordado por um dos seguranças, que, segundo o comerciante, elevou o tom de voz e o ameaçou com multas.
Após a abordagem, Kauê desceu de sua moto e, acidentalmente, pisou no pé do segurança, que reagiu empurrando-o. Em defesa, Kauê levantou seu capacete em direção ao segurança, momento em que um segundo segurança se aproximou e começou a agredi-lo com socos. O comerciante relatou que um dos seguranças apontou uma arma para ele durante a confusão. O resultado das agressões foi devastador: Kauê sofreu uma fratura interna no rosto, que afetou seu nariz e o globo ocular, necessitando de cirurgia para reparo. Em um relato emocional, ele expressou sua preocupação com as consequências financeiras das lesões, já que precisa estar em boa forma para sustentar sua família.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o incidente deixou também um dos seguranças ferido, embora Kauê tenha negado que seu agressor tenha se machucado. Ele afirmou que não havia agredido os seguranças e que, na verdade, estava apenas tentando se defender. O caso foi registrado como lesão corporal na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. O comerciante manifestou sua indignação e preocupação com a situação, destacando que o ocorrido lhe trouxe um grande prejuízo emocional e financeiro, afetando sua capacidade de trabalhar e sustentar seus filhos.
Até o momento da publicação, o Mercadão Atacadista não havia se pronunciado sobre o incidente. A situação gerou repercussão, levantando questões sobre a conduta dos seguranças e a responsabilidade do estabelecimento em garantir a segurança e o respeito aos clientes. A falta de um posicionamento oficial por parte do mercado contribui para a incerteza em torno do caso e das ações que podem ser tomadas em resposta à agressão.
O relato de Kauê Costa é um exemplo do impacto que situações de violência podem ter não apenas sobre a saúde física da vítima, mas também sobre sua vida pessoal e profissional. O comerciante enfatizou a importância de estar bem para poder trabalhar e cuidar de sua família, revelando a gravidade das consequências que a violência pode causar na vida cotidiana das pessoas. A questão da segurança em estabelecimentos comerciais e a proteção dos consumidores se tornam temas centrais a serem discutidos à luz desse incidente.
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