O senador Jorge Seif (PL-SC) expressou sua esperança de que o dia 29 de novembro de 2023 se torne um marco histórico para o Brasil, em razão da possível rejeição da indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa Gazeta Agora da Gazeta do Povo, Seif mencionou que sua expectativa se baseia no trabalho de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor, que estariam se mobilizando para impedir a confirmação de Messias, que é atualmente advogado-geral da União.
Seif acredita que, se Alcolumbre e Pacheco conseguirem angariar apoio entre os membros do Centrão, a oposição poderá contribuir para a rejeição da indicação. Ele afirmou: “Se Davi e Pacheco conseguirem alguns votos junto ao Centrão, a oposição vai fazer a sua parte e podemos sonhar, depois de cento e poucos anos, em barrar uma indicação ao STF.” A sabatina de Jorge Messias estava marcada para ocorrer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e, caso sua indicação fosse aprovada nesta fase, seguiria para votação no plenário da Casa.
Outro senador que compartilha a visão de que a indicação pode ser rejeitada é Izalci Lucas (PL-DF). Em sua participação no programa Sem Rodeios, Izalci refutou rumores de que existiria um acordo entre a base governista e a oposição para aprovar a indicação de Messias em troca da derrubada do PL da Dosimetria. Ele enfatizou que não há acordo e considerou que as informações sobre a quantidade de votos favoráveis à aprovação seriam exageradas. “Não tem nada de acordo, muito pelo contrário, acho que estão forçando a barra. Tá cheio de matéria dizendo que já tem 40 e tantos votos; conversa fiada, não existe isso,” disse Izalci.
Além de negar a existência de um pacto, o senador expressou otimismo em relação à votação secreta, acreditando que isso poderia encorajar mais parlamentares a se manifestarem contra a indicação. Ele finalizou afirmando que acredita que a chance de rejeição de Jorge Messias é elevada, reforçando a ideia de que há um clima propício para tal decisão entre os senadores.
A dinâmica da votação e as discussões em torno da indicação de Messias refletem um cenário político tenso, onde a oposição se articula em torno de um tema sensível, que é a composição do STF. A expectativa em torno da sabatina e da votação no Senado aponta para uma mobilização significativa dos senadores, que se veem diante de uma oportunidade histórica de influenciar a formação do tribunal. A rejeição de uma indicação ao STF, após um longo período sem que isso ocorresse, poderia sinalizar uma mudança importante na política brasileira e na relação entre o Executivo e o Legislativo. Assim, as declarações de Seif e Izalci evidenciam a fragilidade da base governista e a firme oposição que se organiza para enfrentar essa questão.
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