Tropas de Israel no Líbano: resistência e desafios à vista

Tropas de Israel no Líbano: resistência e desafios à vista

Tensão no Líbano: Presidente do Parlamento Avisa sobre Resistência a Ocupação Israelense

O clima de tensão no Líbano aumenta à medida que o presidente do Parlamento, Nabih Berri, fez um alerta contundente nesta terça-feira (21). Ele afirmou que as forças israelenses, que ocupam partes do sul do país, enfrentarão resistência se não optarem pela retirada. O aviso surge em um momento delicado, com negociações mediadas pelos Estados Unidos programadas para esta semana.

Desde a última quinta-feira (16), um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Hezbollah, grupo militante libanês, tem sido mantido em grande parte. Contudo, as tropas israelenses continuam posicionadas em uma faixa de 5 quilômetros dentro do território libanês, estendendo-se por 10 km ao longo da fronteira. Israel justifica essa presença como uma medida de proteção contra possíveis ataques do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã.

Na próxima quinta-feira (23), Washington irá facilitar conversações diplomáticas entre os dois lados, que se tornaram protagonistas do conflito regional desde que o Hezbollah disparou contra Israel em apoio a Teerã em 2 de março. Berri, uma figura política influente e aliado do Hezbollah, enfatizou em entrevista ao jornal al-Joumhouria que o Líbano não permitirá a perda de território.

"Se Israel continuar com a ocupação, seja de áreas ou estabelecendo novas linhas, sentirá a resistência diariamente", declarou Berri, que lidera o Movimento Amal. Recentemente, os militares israelenses e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se referiram à linha de ocupação como "Linha Amarela", termo que gera controvérsia e foi usado anteriormente em referência à Gaza. Após isso, as autoridades israelenses mudaram a nomenclatura, chamando-a de "linha de defesa avançada", conforme um mapa militar divulgado no domingo.

Berri reforçou a determinação do Líbano ao afirmar que a história é prova de que a resistência se manifestará caso Israel opte por permanecer em solo libanês. É importante lembrar que Israel retirou suas tropas do sul do Líbano em 2000, após uma ocupação de 22 anos, marcada por combates entre o Hezbollah, o Amal e outras facções contra as forças israelenses.

A situação continua a evoluir, e o mundo aguarda as próximas movimentações nas negociações que podem impactar a estabilidade da região.

Fonte: Link original

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