USP propõe limitar comércio e regular contas de entidades estudantis

USP propõe limitar comércio e regular contas de entidades estudantis

USP Busca Regularização de Espaços Estudantis e Gera Tensão entre Alunos

A Universidade de São Paulo (USP) está em meio a um processo de regularização do uso de espaços ocupados por entidades estudantis, uma proposta que tem gerado controvérsia entre os alunos. A minuta de um “termo de permissão de uso” foi apresentada em comissões internas da instituição, estabelecendo novas regras para a ocupação de áreas dentro dos campi, como sedes de centros acadêmicos e locais de convivência.

A proposta inclui obrigações como prestação de contas, critérios de transparência e diretrizes para a contratação de serviços. Além disso, a autorização para o uso dos espaços será considerada precária, podendo ser revogada pela universidade a qualquer momento, desde que exista uma justificativa. Entidades estudantis também seriam responsáveis por despesas relacionadas ao uso dos espaços, como contas de água e energia.

A reitoria da USP, juntamente com as pró-reitorias de Graduação, Inclusão e Pertencimento e Cultura e Extensão, ressaltou que a universidade não tem a intenção de limitar a atuação das entidades estudantis ou restringir o uso de espaços historicamente ocupados por elas. Segundo a nota, o objetivo da proposta é formalizar a cessão de uso, assegurando maior segurança jurídica, transparência e conformidade com a legislação que rege o patrimônio público.

Um grupo de trabalho diversificado será criado para conduzir esse processo, incluindo representantes de diferentes setores da universidade. A necessidade de regularização surge em um contexto em que a USP identificou o uso inadequado de espaços públicos, frequentemente sem padronização contratual e com exploração de atividades comerciais.

Essa questão é um ponto central da polêmica. A universidade argumenta que bens públicos devem seguir regras administrativas, especialmente quando geram receita ou envolvem contratos com terceiros. Por outro lado, as entidades estudantis defendem que atividades como bares, copiadoras e lanchonetes são fundamentais para financiar ações acadêmicas e culturais.

A minuta tem sido alvo de críticas de centros acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Os estudantes organizam atos contra a proposta, alegando que as novas regras alteram a dinâmica de funcionamento dos espaços e ameaçam a autonomia estudantil. O caráter precário da permissão e as exigências de prestação de contas são vistos como tentativas de controle sobre organizações que sempre operaram com autonomia política e financeira.

A proposta ainda passará por avaliações internas na USP antes de uma possível implementação. Enquanto isso, as entidades estudantis planejam intensificar a pressão contra as novas diretrizes, temendo que a regularização comprometa a gestão estudantil e as iniciativas que sustentam a permanência, cultura e representação política no campus.

Fonte: Link original

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