O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, filiado ao partido NOVO, lançou seu plano de governo em São Paulo, onde voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o evento, Zema afirmou que, se eleito presidente, sua primeira medida seria propor ao Congresso Nacional a criação de um “novo STF”. Segundo ele, essa nova Corte deverá ter ministros que prestem contas de suas ações, rompendo com o que considera a “farra dos intocáveis”. Zema sugere que a idade mínima para os ministros seja de 60 anos e propõe mandatos de 15 anos, os quais ele vê como a “coroação de uma carreira” jurídica.
Zema também criticou a maioridade penal aos 18 anos, propondo que crimes cometidos por adultos sejam punidos de acordo com a legislação para adultos. Suas declarações sobre o STF foram intensificadas após um embate com o decano Gilmar Mendes, que o acusou de ingratidão por criticar o Tribunal, apesar de ter recebido decisões favoráveis durante sua gestão, que permitiram ao Estado adiar o pagamento de dívidas com a União. Zema, por sua vez, ironizou a situação, insinuando que a decisão de Mendes era um favor que o tornava submisso ao ministro.
Além de suas críticas ao STF, Zema também apresentou seu plano econômico, que reflete uma forte influência liberal, alinhada à ideologia do seu partido. O economista da campanha de Zema destacou que o ajuste fiscal será uma das prioridades, dada a atual situação financeira do Brasil, que, segundo ele, está “quebrado” devido à irresponsabilidade fiscal do governo. Para Zema, o controle das contas públicas é uma condição necessária para implementar qualquer outra medida.
O plano econômico de Zema é estruturado em cinco pilares: facilitar a compra e venda com o mundo, eliminar o “custo Brasil”, simplificar o processo de empreender, garantir que o governo caiba no bolso dos brasileiros e reduzir juros e a inadimplência. Essas diretrizes visam criar um ambiente econômico mais favorável ao crescimento e à competitividade, refletindo a visão liberal que Zema defende.
Zema tem se posicionado como um crítico ferrenho do governo atual e do sistema político vigente, propondo mudanças radicais que, segundo ele, são necessárias para restaurar a confiança nas instituições e promover um desenvolvimento sustentável e responsável. Sua retórica se baseia na ideia de que a mudança começa pela reforma do Judiciário e pela adoção de um modelo econômico que privilegie a liberdade econômica e a responsabilidade fiscal.
Em resumo, Romeu Zema busca se estabelecer como uma alternativa ao atual cenário político e econômico do Brasil, prometendo reformas estruturais tanto no Judiciário quanto na economia, com o objetivo de transformar a gestão pública e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Sua proposta de um “novo STF” e uma agenda econômica liberal são centrais em sua campanha para a presidência.
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