Alckmin Questiona Impacto da Quebra de Patentes em Canetas Emagrecedoras na Saúde Pública

Alckmin Questiona Impacto da Quebra de Patentes em Canetas Emagrecedoras na Saúde Pública

Governo Se Posiciona Contra Quebra de Patentes de Medicamentos no Congresso

Na última quinta-feira (12), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que os projetos em discussão no Congresso que propõem a quebra ou a prorrogação de patentes de medicamentos, incluindo canetas emagrecedoras, não contam com o apoio do governo federal. A declaração foi feita após um encontro com representantes da Interfarma, a associação da indústria farmacêutica.

A Câmara dos Deputados, na semana passada, aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 68/26, que permite o licenciamento compulsório de medicamentos como Mounjaro e Zepbound. Essa medida, na prática, equivale à quebra de patentes e pode ser votada diretamente no plenário. Em coletiva de imprensa, Alckmin destacou a importância de manter um ambiente favorável à inovação e ao investimento: “A nossa posição é contrária. Precisamos de previsibilidade. Quando se quebra a patente, cria-se insegurança jurídica e isso afasta investidores”.

Os medicamentos mencionados são utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. O projeto em questão visa alterar a legislação de propriedade intelectual para permitir a licença compulsória em situações de interesse público. Além disso, o vice-presidente expressou sua oposição a propostas que buscam estender o prazo de patentes, argumentando que isso poderia encarecer os produtos e afetar diversos setores da economia. “Nem quebrar patente, nem prorrogar prazos além do previsto. Isso eleva os custos para o consumidor e impacta setores como saúde e agropecuária. Precisamos de regras estáveis”, afirmou.

Alckmin também comentou sobre a redução no tempo médio de análise de pedidos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que caiu de seis anos e dois meses, em janeiro de 2023, para quatro anos e quatro meses atualmente. O objetivo é atingir a média de dois anos, um padrão considerado ideal em nível internacional.

Importações de Carne e Relações com a China

Em outro tema, o vice-presidente abordou a decisão da China de estabelecer uma cota anual para importação de carne, fixada em cerca de 1,1 milhão de toneladas. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de carne para o mercado chinês. Alckmin informou que o governo brasileiro apresentou dois pedidos ao vice-presidente da China, Han Zheng, por meio da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). O primeiro pedido busca a retirada da nova cota para embarques realizados antes de 1º de janeiro de 2026. O segundo pleito é que eventuais volumes não utilizados por outros países possam ser direcionados ao Brasil.

“A demanda por carne é grande. Se algum país não preencher a cota, queremos ocupar esse espaço”, declarou Alckmin, que aguarda uma resposta das autoridades chinesas. Ele também classificou como positiva a exclusão da carne brasileira da lista de produtos sujeitos a sobretaxa pelos Estados Unidos.

As declarações do vice-presidente refletem as estratégias do governo para manter a competitividade do Brasil no mercado internacional, especialmente em setores essenciais como saúde e agropecuária.

Fonte: Link original

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