PF detém influenciadores suspeitos de lavagem de dinheiro

Ação da PF prende influenciadores envolvidos em lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) desencadeou a Operação Narcofluxo, resultando na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, assim como de influenciadores digitais e outros envolvidos em uma organização criminosa. Esta operação visa desmantelar uma rede acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. Durante as ações, foram apreendidos cerca de R$ 20 milhões em veículos, além de diversas evidências como documentos, equipamentos eletrônicos, armas e quantias em dinheiro.

MC Ryan SP, cujo nome real é Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais artistas do funk brasileiro, com um grande número de seguidores nas redes sociais. Ele foi preso em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, São Paulo. O artista tinha em sua posse não apenas bens materiais, mas também um colar com uma imagem do narcotraficante Pablo Escobar, o que chamou a atenção das autoridades.

A operação foi respaldada por 39 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, dos quais 33 foram cumpridos. A PF continua sua busca para capturar os restantes dos envolvidos. Os crimes pelos quais os detidos podem ser acusados incluem associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com medidas de constrição patrimonial sendo aplicadas para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para possível ressarcimento.

Os mandados foram executados em nove estados, incluindo o Rio de Janeiro, onde MC Poze do Rodo, também conhecido como Marlon Brandon Coelho Couto Silva, de 27 anos, foi encontrado em um condomínio de luxo. A operação Narcofluxo é um desdobramento da Operação Narcobet, que ocorreu no final do ano anterior, e visa desmantelar uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro vinculada a diversas atividades criminosas, como tráfico de drogas e apostas ilegais online.

Segundo o delegado regional da Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, a operação revela como os membros da organização usavam um sistema elaborado para ocultar e dissimular valores, envolvendo operações financeiras de alto valor e transações com criptoativos. O grupo recrutava pessoas de destaque para promover empresas de apostas e movimentar dinheiro de forma discreta, evitando a atenção das autoridades. O esquema permitia que o dinheiro ilícito ingressasse no sistema financeiro formal através de pagamentos a figuras públicas, resultando em uma aparente legitimidade dos recursos.

Além das prisões no estado de São Paulo, a operação também se estendeu a outros estados, como Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal, evidenciando a abrangência da organização criminosa. Maceiras destacou que os membros da organização estavam avançando nas fases finais da lavagem de dinheiro, utilizando “laranjas” para dificultar o rastreamento dos fundos ilícitos.

A Operação Narcofluxo não apenas demonstra a ação da PF no combate ao crime organizado, mas também ressalta a intersecção entre a música, a influência digital e práticas ilícitas, refletindo a complexidade das redes de lavagem de dinheiro na atualidade.

Fonte: Link original

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